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terça-feira, 30 de novembro de 2010

Curando a constipação crônica

por Arnold Ehret*

A constipação crônica é o pior e mais comum crime contra a vida e a humanidade – um crime cometido inconscientemente e cuja enormidade ainda não é completamente compreendida. Ela é acusada de ser um dos principais fatores causadores de todas as doenças físicas e mentais. Eu sei, baseado em minha experiência prática com milhares de doentes crônicos, que a vida do homem, e o alcance de suas capacidades mentais e espirituais é grandemente influenciado pela condição do seu trato alimentar. É certamente muito importante que o cérebro e os nervos do homem sejam supridos com sangue puro, e que não fiquem dependentes de sangue, poluído com impurezas, vindo de um canal alimentar sujo. “Sujo” é uma palavra muito suave, quando estamos tratando com a pior espécie de uma condição imunda.

É um fato que o homem, produto da sociedade “civilizada” atual, deste elogiado “avançado” século vinte, nasce na sujeira, porque sua mãe, durante a gravidez, sofre invariavelmente de constipação. E digo mais, que enquanto neste estado, ela geralmente come duas a três vezes mais que o necessário. Isto faz com que o chamado homem normal, mais ou menos saudável, tenha obstruções desde a infância. E, num grau muito maior, é o homem constipado que está carregado com tal massa de sujeira interna, que só pode ser chamada de indescritível. Seu trato alimentar, desde a boca do anus até a garganta está cheio de muco doentio – não digerido, decomposto, e substâncias alimentares retidas, tudo num estado de fermentação e putrefação. Seus intestinos nunca tiveram uma limpeza perfeita durante toda sua vida. Após cada evacuação, o anus precisa ser artificialmente limpo, o que mostra que as paredes internas dos intestino devem reter, após cada passagem, quantidades da mesma sujeira.

Um médico em Berlim, cujo trabalho era fazer autópsias, verificou que 60% de todos os cadáveres continham, no canal alimentar, várias matérias estranhas – vermes e fezes petrificadas – e verificou ainda mais, que em quase todos os casos as paredes dos intestinos e do cólon estavam cobertas com um crosta de fezes endurecidas, tornando evidente que esses órgãos haviam degenerado a um estado de total ineficiência. Médicos americanos progressistas estão rapidamente acordando para o fato que matéria fecal retida é uma das principais causas de doença. Autópsias estão constantemente revelando condições de imundície indescritíveis. Um médico publicou o seguinte: